UFC 128–Início da era Jones

Publicado em março 20, 2011

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Jones estava faminto. É difícil ver um lutador prometer o mundo e cumprir dentro do cage. Ele o fez. Não havia sinal de overtraining, não havia intimidação. Havia somente um Jon Jones faminto.

Todos os elogios, porém, acabam quando vemos a atuação de Shogun. O brasileiro estava cansado, sem brilho, sem tempo, sem vontade. Foi quase um replay da luta contra Mark Coleman, só que dessa vez o adversário não era um senhor de idade em fim de carreira. Era Jon Jones.

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Seria necessário um Shogun em seu auge para conseguir parar a criatividade de Jones, que mesmo em uma disputa de cinturão, a luta de sua vida, arriscou spinning back elbows, chutes giratórios e trocação com o detentor do chute mais forte já registrado. Arma esta que jamais foi usada no combate. Os poderosos low kicks da luta contra Machida não chegaram nem perto das pernas do novo campeão do UFC. Tudo que vimos foi uma estratégia ridícula de tentar fazer um leg lock semelhante ao de Randleman enquanto deixava a cara desprotegida contra cotoveladas e o braço no ponto de ser pego em um crucifixo. Não foi desta vez que finalmente vimos o altíssimo nível de chão que os treinadores da UDL tanto prometem.

E agora?

No momento há três prováveis adversários para Shogun:

Phil Davis. Caso o provável aconteça e ocorra uma vitória contra Minotouro, Davis entrará facilmente no bolo pelo cinturão. Uma luta contra Rua acelerará este processo.

Forrest Griffin: Vem de vitória contra Rich Franlkin, e tem saldo positivo contra o brasileiro em seu cartel. Uma revanche também faria qualquer um destes voltar ao caminho do título, além de vender bastante cotas de PPV e engrandecer um card meia boca.

Ryan Bader: Ambos agora são top contenders derrotados no LHW. Geralmente uma luta assim é marcada para decidir quem continua no topo e quem vira escada.

E Jon Jones?

Na categoria mais disputada do UFC, só há dois lutadores com credencial suficiente para disputar o título no momento. Rashad Evans e Rampage Jackson.

Evans, em teoria próximo da lista, gera um grande problema: é companheiro de treinos de Jones, e também pupilo de Greg Jackson.

Com certeza os dois  serão profissionais esquecendo a amizade durante os 5 rounds da disputa, mas o tempo de busca de uma nova academia, novos técnicos e novos sparrings para um deles, provavelmente Rashad, deve demorar um pouco. Acredito, portanto, em Rampage como primeiro lugar da fila, e caso tal embate realmente aconteça, também creio em uma fácil vitória de Jones.

O que se vê agora é o início de uma nova era. Assim como Lesnar em seu tempo áureo, Jon Bones parece forte demais, rápido demais, grande demais. Seus adversários precisam encontrar um novo caminho se quiserem tomar seu cinturão, como fez Velasquez, aprimorando a estratégia descoberta por Shane Carwin.

Na noite de ontem Jon Jones derrotou Shogun e se tornou novo campeão do Ultimate. Maurício Rua, porém, perdeu somente para ele mesmo.

Para mais fotos do UFC 128 acesse: http://www.mmafighting.com/photos/ufc-128-pictures-photos/

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