Neste último sábado, dia 12, o mundo das Mixed Martial Arts, balançou violentamente. É como se 2007 estivesse se repetindo. A Zuffa, empresa detentora dos direitos do UFC, anunciou a compra de seu maior concorrente, o Strikeforce, dando mais um passo para a hegemonia total no esporte.
A compra foi motivada pelo processo de expansão e divulgação do esporte iniciado pelo UFC. Argumentando que a marca Strikeforce havia se tornado muito forte perante aos fãs e revelando a necessidade de fazer mais eventos e possuir mais lutadores, Dana White afirmou que esta investida é essencial para a realização de mais eventos ao redor do mundo:
“Estamos crescendo em todo o mundo e precisamos de mais lutas. Vamos admitir: o Strikeforce é uma marca que os fãs começaram a gostar e seguir, então fez sentido para nós. Nosso trabalho é colocar as lutas que os fãs querem ver.”
Mas e agora?
Também foi dito que o nome Strikeforce, devido a vários contratos ainda vigentes, será mantido por pelo menos 2 anos, e os lutadores do evento continuarão a se apresentar sob essa marca como planejado.
A migração para o UFC deve acontecer gradualmente, e não totalmente, como no caso do WEC. Assim que os contratos forem finalizados, a renovação deverá ser feito perante o Ultimate. Mas de acordo com Dana, nada impede, porém, a aparição de lutadores do UFC em cards do Strikeforce.
É previsível também a demissão de grande parte do elenco, já que nomes como Josh Barnett, Paul Daley e Andrei Arlovski são, além de reais desafetos dos cartolas, lutadores já demitidos pelo UFC.
Outro grande problema será a unificação de títulos. Caso a fusão acontecesse neste momento. teríamos uma fila bem desorganizada nos leves (70kg). Anthony Pettis, campeão do WEC, que já aguarda a revanche de Maynard e Edgar teria a companhia de Gilbert Melendez, campeão do Strikeforce, neste bolo.
Nos pesos médios a situação seria ainda pior: Anderson Silva, campeão, recordista e futuro hall of famer do UFC, iria bater de frente com o companheiro de equipe Ronaldo Jacaré, campeão do Strikeforce, para unificação do cinturão. Este combate, por regras da Black House e mesmo por um código de ética entre amigos e companheiros de treino seria muito improvável. Só quero saber qual dos dois abriria mão de sua cinta.
Fora esses pequenos percalços lutas que todos ansiavam para ver há muito tempo, poderão finalmente ter seu lugar no cage: Fedor Vs Lesnar. Overeem Vs Velasquez, Mayhem Miller Vs GSP 2, entre outros.
Em uma situação de monopólio quem sempre perde é o consumidor, e neste caso pode não ser diferente. Apesar do brilho em ter nossos lutadores preferidos se enfrentado em um único evento, onde saberíamos realmente quem é o campeão do mundo, ainda há muito o que mensurar nesta fusão antes de decidir sobre o futuro do MMA como esporte. Há dúvidas quando às lutas femininas, quanto ao contrato de Fedor e Overeem, que permite lutas em outros eventos como K1 e a adaptação dos lutadores às regras diferenciadas de ambos eventos.
Bom ou ruim? Só o tempo dirá.
Clichê? Com certeza. Mas é a mais pura verdade.
Filipe Risso
março 13, 2011
Ainda não estava sabendo dessa fusão entre o Strikeforce e o UFC e não sei se fico feliz ou triste com isso, vamos ver se pelo menos o número de eventos mensais aumenta.
Allan Ykiz
março 14, 2011
Já que a fusão parece dada como certa não adianta reclamar sobre os possíveis, e prováveis prejuízos. Acho que surge agora uma grande oportunidade para termos eventos cada vais mais emocionantes do formato Grand Prix.
Lutas isoladas poderiam ser feitas entre os lutadores de menor renome e cartel mediano para conseguir uma vaga no GP.
Por uma nostalgia de uma época que não vivi ( rs ) Pride / Inicio do UFC.
Abs.