Em um país onde inclusão digital significa pôr fotos no Orkut e conversar no MSN, Todo gamer, com certeza, já recebeu olhares reprovadores ao externar sua paixão por jogos eletrônicos. Uma grande parcela da população brasileira ainda vê crianças segurando os controles ao invés de jovens de futuro ou até mesmo pais de família.
As pessoas sempre se aproximam e criam grupos baseados nas infinidades e interesses, como cinema, videogames, esportes, etc. O problema da nossa seleta comunidade é o preconceito dado gratuitamente por outras parcelas sociais menos informadas e, inclusive, por nós mesmos, quando nos definimos em jogadores casuais ou hardcore, em sonyfanboy ou nintentard. Como já dizia Oscar Wilde, “definir é limitar”.
O sistema já tenta reverter esse quadro. Além de fazer dos seus consoles centrais completas de mídia, como exemplo do leitor de Blu Ray do PS3, criam jogos com conteúdo cada vez mais adulto e elevam seu trabalho a um patamar artístico. Há até mesmo diversas carreiras no mundo gamer. Arthur Bobany, em seu livro Video Game Arte, destaca que “atualmente a indústria dos games se tornou tão grande e profissional como a do cinema”.
Nós, jogadores, também precisamos fazer nossa parte. Mostrar os videogames como meio de aprendizado e até mesmo como uma ótima forma de interação social é um belíssimo começo. Fazer papel de idiota obcecado não. Vestir-se como um personagem em plena rua ou viver para os jogos eletrônicos, esquecendo-se do mundo, retarda todo o progresso feito. E vocês, o que acham? Os games ainda são tão marginalizados em nosso país?
Fernando Portelada é acadêmico de Letras e Jornalismo. Mora no Maranhão e é o mais novo colaborador do Lápis e Papel.


